Na manhã de 11 de setembro de 2001, enquanto os Estados Unidos iniciavam um dia aparentemente comum, 19 terroristas já estavam a bordo de quatro voos comerciais. Entre eles, o voo American Airlines 11, que decolou de Boston às 7h59 com destino a Los Angeles, transportando cinco sequestradores determinados a realizar um ataque. Cerca de 15 minutos após a decolagem, a aeronave foi tomada.

A Comissão Nacional sobre os Ataques Terroristas aos Estados Unidos, estabelecida pelo Congresso americano, detalhou os eventos a bordo do Boeing 767. O Capitão John Ogonowski e o Primeiro Oficial Thomas McGuinness pilotavam a aeronave, que levava nove comissários de bordo e 81 passageiros, incluindo os cinco terroristas.

Às 7h59, o avião decolou. Pouco antes das 8h14, a aeronave havia subido para 26.000 pés. Todas as comunicações e dados de voo estavam normais. Por volta desse momento, a última comunicação de rotina do American 11 com o controle de tráfego aéreo da FAA em Boston ocorreu. Dezesseis segundos após essa transmissão, as tentativas de contato com o voo ficaram sem resposta, indicando que o sequestro havia começado às 8h14 ou logo depois.

O Início do Sequestro e as Primeiras Vítimas

Relatos das comissárias de bordo Betty Ong e Madeline “Amy” Sweeney, que estavam na cabine econômica, forneceram grande parte das informações sobre os eventos. No início do sequestro, alguns dos terroristas, possivelmente Wail al Shehri e Waleed al Shehri, esfaquearam duas comissárias de bordo desarmadas. A forma exata como os sequestradores acessaram a cabine de comando permanece incerta, embora Ong tenha especulado que eles “forçaram a entrada”.

Conforme o relatório, Mohamed Atta, o único terrorista a bordo com treinamento para pilotar um avião a jato, teria se dirigido à cabine de comando, possivelmente acompanhado por Abdul Aziz al Omari. Simultaneamente, o passageiro Daniel Lewin, um ex-oficial das Forças Armadas de Israel, foi esfaqueado por um dos sequestradores, provavelmente Satam al Suqami. Lewin pode ter tentado impedir os agressores à sua frente.

Os sequestradores rapidamente tomaram o controle, utilizando spray de pimenta ou outro irritante na primeira classe para forçar passageiros e comissários para a parte traseira do avião. Eles também afirmaram possuir uma bomba.

Chamadas de Emergência e Alerta às Autoridades

Cerca de cinco minutos após o início do sequestro, Betty Ong contatou o Escritório de Reservas da American Airlines na Carolina do Norte via telefone aéreo da AT&T, relatando a emergência. Essa foi a primeira de várias situações em que comissários de bordo agiram além de seu treinamento padrão, que enfatizava a comunicação com a tripulação da cabine de comando em caso de sequestro.

A chamada de emergência de Ong durou aproximadamente 25 minutos, durante os quais ela transmitiu informações cruciais. Às 8h19, Ong informou: “A cabine de comando não está respondendo, alguém foi esfaqueado na classe executiva e acho que há gás lacrimogênio, não conseguimos respirar, não sei, acho que estamos sendo sequestrados.” Ela também descreveu os esfaqueamentos das duas comissárias.

Às 8h21, Nydia Gonzalez, funcionária da American que recebia a ligação de Ong, alertou o centro de operações da American Airlines no Texas, contatando o gerente de plantão, Craig Marquis. Marquis rapidamente percebeu a gravidade da situação e instruiu o despachante a tentar contato com a cabine de comando. Tentativas subsequentes às 8h23 falharam.

Seis minutos depois, o especialista em controle de tráfego aéreo da American contatou o Centro de Controle de Tráfego Aéreo de Boston da FAA. O centro já estava ciente do problema, em parte porque, pouco antes das 8h25, os sequestradores tentaram se comunicar com os passageiros. A mensagem foi transmitida inadvertidamente pelo canal de controle de tráfego aéreo, sendo ouvida pelos controladores, mas não por Ong: “Ninguém se mexa. Tudo ficará bem. Se vocês tentarem fazer qualquer movimento, colocarão a si mesmos e ao avião em perigo. Apenas permaneçam quietos.”

Últimos Momentos e o Impacto

Também às 8h25, e novamente às 8h29, Amy Sweeney conseguiu contato com o Escritório de Serviços de Voo da American em Boston. Após uma breve interrupção, ela foi reconectada e começou a repassar atualizações ao gerente, Michael Woodward. Às 8h26, Sweeney relatou calmamente que o avião havia sido sequestrado, um homem na primeira classe teve a garganta cortada, duas comissárias foram esfaqueadas (uma gravemente), e havia uma bomba na cabine. Ela informou que ela e Ong estavam tentando transmitir o máximo de informações possível.

Ong relatou que o avião estava “voando de forma errática”. Um minuto depois, o Voo 11 virou para o sul. As comissárias também forneceram os números dos assentos dos sequestradores. Às 8h38, Ong disse a Gonzalez que o avião estava novamente voando de forma errática. Por volta desse momento, Sweeney informou a Woodward que os sequestradores eram do Oriente Médio, mencionando três números de assento. Ela notou que um falava pouco inglês e outro falava inglês fluentemente, e que a aeronave estava em rápida descida.

Às 8h41, Sweeney disse a Woodward que os passageiros da classe econômica acreditavam que se tratava de uma emergência médica de rotina na primeira classe. No centro de operações da American, um colega informou a Marquis que o Voo 11 havia sido declarado sequestrado e estava se dirigindo a Nova York, com controladores removendo outras aeronaves de seu caminho.

Às 8h44, Gonzalez perdeu o contato telefônico com Ong. Quase ao mesmo tempo, Sweeney relatou a Woodward: “Algo está errado. Estamos em uma descida rápida… estamos indo para todos os lados.” Woodward pediu a Sweeney que olhasse pela janela. Ela respondeu: “Estamos voando baixo. Estamos voando muito, muito baixo. Estamos voando baixo demais.” Segundos depois, ela disse: “Meu Deus, estamos baixos demais.” A ligação foi interrompida.

Às 8h46min40, o American 11 colidiu com a Torre Norte do World Trade Center, em Nova York. Todos a bordo, juntamente com um número indeterminado de pessoas na torre, morreram instantaneamente.

Aviso Editorial

Este conteúdo foi estruturado com o auxílio de Inteligência Artificial e submetido a rigorosa curadoria, checagem de fatos e revisão final pelo editora-chefe Lara A. Lopes. O Quanta Notícia reafirma seu compromisso com a ética jornalística, garantindo que o julgamento editorial e a validação das informações são de inteira responsabilidade humana, do editor.

Fonte