Indaiatuba, 9 de Setembro de 2010.
31/08/2010 - 19h17
Harue Kimura
Na quinta feira dia 24 fomos (mais de dez pessoas) conhecer o orquidário do sítio São José, assessorados pelo Renato Tavares Goshima, instrutor do programa de Educação Ambiental do Serviço Social da Indústria (SESI). Levamos cerca de 50 minutos até o local onde João Roberto e Luciene têm terras e, nos finais de semana inúmeros visitantes podem respirar o ar rural.
Além de uma belíssima e farta variedades de orquídeas pudemos apreciar uma “plantação” inédita de morangos. Em um saco plástico branco em formato de tubo com diâmetro de mais ou menos 30 centímetros – alguns chegando a mais de dois metros de comprimento a partir do chão e outros com a metade deste comprimento – cheios de terras e nutrientes são plantados em buracos feitos ao longo do saco. É a coisa mais linda do mundo! Infelizmente a Harue, como sempre, que tem a “veia jornalística” fora de série, esqueceu de levar “máquina de fotografar”. Das plantações de morangos que conheci, todas eram rasteiras no chão. Em alguns locais forrava-se o solo para impedir o contacto dos frutos com a terra e evitar contaminação.
A sorte que tenho de ganhar vasos de flores é imensa! Pensei, “as plantas são vidas e como tal devem ser tratadas”. Resolvi então participar no programa de Educação Ambiental do SESI já que sou uma associada. A primeira aula foi de plantio de ervas aromáticas e medicinais. Aprendi como transplantar mudas e a finalidade de cada plantinha. À tarde do mesmo dia as plantas estudadas foram as orquídeas. E eu tenho quase dez vasos de orquídeas de muitas variedades. Estou “juntando” os ingredientes para dar um “trato” legal em todas elas.
Muitos dos conceitos aprendidos ao longo dos anos estavam certos, outros não. Há plantas que gostam muito de água e outras não. A necessidade de água das orquídeas é de uma vez por semana apenas. Acho que quase “afoguei” alguma delas. Comprei uma muda de babosa que estava bonita e viçosa lá do sitio. Replantei já no mesmo dia num vaso maior. Qual não foi a surpresa desagradável quando as folhas suculentas da babosa amanheceram todas pintadinhas. Coloquei meus óculos para ver melhor e constatei que elas estavam furadas! Quem é o autor de tal crime contra a mãe natureza? Nada mais nada menos que Rui Daisaku, meu neto. Tive ímpeto de dar-lhe uma surra... Segurei-me, afinal tem os pais para educarem.
Posso dizer que adorei passar a manhã junto às plantas e pessoas legais, prá não falar do prestativo e competente professor Renato.
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Dia 29, domingo, compareci ao 12º Encontro dos moradores de Guaimbé, Getulina, e arredores, o Aliança-kai, em São Paulo, no bairro da Liberdade. Anthera que conheci nas aulas do Sesi, acompanhou-me, pois foi moradora de Guaimbé durante algum tempo, na infância.
Lenita Mayumi, minha querida sobrinha, filha primogênita do saudoso irmão Jundi, encontrou-nos na estação do metrô Liberdade e lá fomos nós. E por falar na Mayumi, tornou-se avó, no dia 30 de agosto, pela primeira vez, do garotão Rafael Jun Sanda. Parabéns aos pais Priscila e Gilberto, o Giba.
Eu comentei com a uma amiga, a Tiaki de Americana, que o compromisso de participação no evento do Aliança-kai, tornou-se quase um dever. A comissão trabalha, planeja com antecipação de um ano. Ao término de um, inicia-se o trabalho de organização do próximo. Tiaki comentou: “os nascidos e os moradores de Guaimbé e redondeza são pessoas grandiosas!” Acredito que tenha a ver com tradição japonesa. Minha mãe recordava da sua querida terra natal Hiroshima de uma maneira que me comovia. As lembranças da escola, dos professores, dos amigos, dos vizinhos e quando pôde retornar ao Japão após mais de cinqüenta anos no Brasil, com quase 70 anos, o Japão estava completamente mudado. Com a devastação da Segunda Guerra Mundial, a reconstrução exigiu dos japoneses um sacrifício acima do comum. A modernidade não estava dentro dos padrões das mudanças dentro da cabeça da mamãe. Uma das coisas que ela comentou no regresso : “Não é mais o Japão que conheci”. A cidade de Osaka, onde passou sua vida adulta, estava barulhenta demais. O tempo das excursões são limitados assim não pode “esticar” até Hiroshima. Assayo, minha mãe era realista, até certo ponto, disse: “A bomba atômica que os americanos lançaram deve ter deixado a minha Hiroshima... em escombros e ruínas. Não sei se quero ver”. Bem, mesmo assegurando-lhe que não, mamãe preferiu manter as suas lembranças queridas. Creio que fez bem.
Neste 2010, reuniram-se mais de 500 pessoas no 12º Aliança-kai. Meu sobrinho Luiz Ossamu, médico oftalmológico faz parte da comissão organizadora. Comentou que estava com sono, pois estava no local desde às 6h30 da matina. Comentei: “Você faz parte da comissão, mas quem trabalha mesmo nestes eventos é a Mirtes sua esposa...”. Ele: “É mas se quiserem que eu faça café, tudo bem, eu faço. Só que eu quero ver quem se arriscará em beber!”. Machismo puro!