Indaiatuba, 9 de Setembro de 2010.
01/03/2010 - 22h24
Harue Kimura
“A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”. (Lei no. 9394, de 20 de dezembro de 1996).
Segundo o educador japonês Tsunesaburo Makiguchi, a educação está voltada para o ser humano, para sua realização plena, propiciando o florescimento de todo o seu potencial, sendo sua meta cultivar o sentimento humanístico existente em cada um. A educação é o único caminho capaz de harmonizar a espécie humana no sentido do bem, sendo o objetivo da educação a felicidade dos aprendizes. (trecho do livro – Makiguchi em Ação).
Iniciando o significativo ano de 2010, ano do Tigre pelo calendário chinês, ano do cinqüentenário da Associação BSGI, tivemos no dia 10 de fevereiro, na Sede em Campinas, uma tarde de aprendizado, lazer para os membros do grupo Ação Educativa Makiguchi.
Sob o tema: ”Como melhorar o grupo?”. Com dialogo construtivo chegamos a conclusão que o comprometimento de cada participante é fundamental. Uma vez consciente da sua missão de trabalhar em prol da paz e educação é necessário que haja um compromisso de se estar presente no horário estabelecido com responsabilidade. Aprendemos a contar histórias utilizando “origami” (dobraduras em papeis), dinâmicas em grupo que requereu de cada uma muita atenção.
No dia 20, sábado de manhã participei da reunião de pais no Colégio Escala, representando minha filha Mônica.
Foram abordados temas que envolvem adolescentes, como a Sabrina, minha neta de 14 anos. Pais e mães enfrentam problemas semelhantes. Sobre o uso do celular. Este aparelhinho que diminui de tamanho, mas aumentam as disponibilidades de uso cada vez mais sofisticadas. Eu, Harue só sei discar e olhe lá! Vejo minha neta, apertando os botõezinhos, rindo, conversando, jogando e fico admirada. Da onde sai tudo isso? Bem, os pais presentearam seus filhos com o celular com a “esperança” de poder localizar sempre. Ledo engano. O aparelhinho PODE ser desligado! Cai na secretária eletrônica... ”Pai, estou na casa de Carlinhos, volto já.” Na realidade a ligação foi feita do Shopping!
Uma mãe viveu a seguinte aventura: “um rapazinho, até que bonitinho, foi até sua casa solicitando a companhia de sua filha para uma sessão de cinema. A mãe teve a presença de espírito e respondeu: “Claro, vamos todos juntos, eu, minha filha e você”.
Enquanto presenciava os debates, lembrei-me dos tempos idos, quando meus filhos eram adolescentes, Marcos e Mônica. Felizmente o celular ainda não havia nascido. Indaiatuba era uma cidade pacata. Não havia o Shopping, só o Cine Alvorada e o footing na praça.
Os limites do “pode e não pode” está difícil de se estabelecer. Quantas vezes vemos pais que carregam seus filhos no colo, no volante do carro e permitem que esses segurem o volante do carro no “faz de conta” que são eles (os pequeninos) que estão conduzindo o veículo?