Indaiatuba, 3 de Setembro de 2010.

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02/09/2010 - 12h14

TAMANHO DA FONTE

Era uma vez os Changeman

 Roberto S. Junior

 

     Em meados da década de 80, ou seja, quando os dinossauros ainda dominavam a Terra, a maioria dos garotos assistia à um seriado chamado Changeman. Exibido no programa da Angélica na extinta TV Manchete,  foram os bisavós dos Power Rangers, e seu sucesso acabou por estimular a importação de outras séries semelhantes. No Japão, tal estilo ficou conhecido Tokusatsu (Seriados de ação), mais especificamente um subgênero chamado Super Sentai (Super Esquadrão), ou seja, seriados de ação protagonizados por um pequeno grupo de heróis, normalmente vestindo uniformes coloridos quase tão extravagantes quanto  os vilões com os quais se deparavam.

 

     Tudo começa quando o planeta Gôsma resolve invadir a Terra e anexá-la ao seu Império, usando para isso pavorosos monstros ridículos. Diante da invasão, uma certa Força Terrena (energia que emanava da Terra em momentos de perigo e que eu nunca entendi bem o que era), se manifesta em 5 jovens (Surugi, Rayati, Osora, Sayaka e Mai). Surgia assim, sob o comando do misterioso Capitão Hibucki, o “Esquadrão Relâmpago Changeman”. Há! Não preciso dizer que o líder era o vermelho, né?

 

     O Império Gôsma era liderado por um tal de Rei Bazoo que só aparecia em holograma, mas havia um tal de Comandante Giluki, um tipo de capitão do time, além de um monstro meio esquisito chamado Buba, e de uma mulher com voz de homem chamada Shima (Bizarro, né?).

 

     As histórias seguiam sempre o mesmo roteiro, os oficiais Gôsma apareciam com um monte de soldados feiosos que só existiam para ser surrados pelos heróis e para encher lingüiça durante o episódio. Além de tudo havia o monstro da vez (um por episódio) o qual os Changeman sempre acabavam explodindo com uma bazuca (nunca entendi porque demoravam tanto para usar a bazuca). Então um outro monstro chamado Guiodai aparecia pra ressuscitar o monstro e torná-lo gigante. Por fim, os Changeman uniam seus veículos e formavam um Robô gigante que lutava, lutava e lutava até usar uma espada (nunca entendi de onde ela saía) que enfim matava o monstro (então porque não usavam a espada logo?). Outra coisa que nunca entendi, se o Guiodai conseguia ressuscitar o monstro quando ele era pequeno, por que não conseguia fazer isso quando ele estava gigante?

 

     O seriado sofreria algumas alterações ao longo do tempo, como foi o caso de uma tal de Princesa Ahames, a qual após perder o planeta que governava, acaba juntando-se as forças do próprio Planeta Gôsma (Vai entender as mulheres!!). A personagem até então, aparecia esporadicamente montada em seu dragão de duas cabeças, mas com a suposta morte do Comandante Giluki, acabou adquirindo proeminência dentro da história, acarretando uma série de reviravoltas fundamentais para o desfecho da série.

 

     O sucesso foi imenso, gerando grandes lucros não apenas a TV Manchete, mas também para a Top Tape (distribuidora de fitas de vídeo), além de levar a produção de brinquedos, a montagem de peças teatrais, edição de álbuns de figurinhas, etc.

 

     É! Os Changeman foram mesmo uma grande bobagem, mas revitalizaram um estilo e divertiram toda uma geração. Pra falar a verdade, hoje em dia os Changeman trazem boas recordações, afinal não era tão bobo, era apenas parte integrante do universo infantil da década de oitenta, sendo assim, errados não eram os Changeman, e sim nós, que resolvemos crescer e reparar em todos aqueles absurdos dos quais tanto gostávamos.

 

Roberto S. Junior é advogado formado pela Faditu e adora escrever sobre diversos assuntos nas horas vagas, entre eles, televisão!

 

E-mail para contato: roberto.soaresjr@hotmail.com